Há viagens que começam muito antes do embarque. Elas nascem no planejamento, na escolha dos lugares, nas reservas e na expectativa de viver momentos especiais. Nossa viagem para Gramado e Canela foi assim.
Além de conhecermos alguns dos principais pontos turísticos da Serra Gaúcha, tínhamos dois motivos importantes para comemorar: os 15 anos da Júlia e nosso aniversário de casamento.
Foram dias de muito frio, neblina, chuva, paisagens incríveis, boa comida e momentos em família que certamente permanecerão em nossa memória. Este é o relato do nosso roteiro, dia após dia, entre 4 e 11 de julho de 2026.
Dia 1 — A chegada ao Rio Grande do Sul pela Rota Romântica
Sábado, 4 de julho de 2026
Nossa viagem começou no sábado, dia 4 de julho de 2026. Embarcamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Porto Alegre.
Assim que desembarcamos, o frio nos deu as boas-vindas. A temperatura estava por volta dos 7 graus, deixando claro que aquela seria uma verdadeira experiência de inverno na Serra Gaúcha.
Retiramos o carro que havíamos alugado no aeroporto e iniciamos o trajeto até Gramado. Em vez de seguirmos apenas pelo caminho mais rápido, escolhemos passar pela Rota Romântica, uma estrada conhecida por suas belas paisagens e pelas cidades marcadas pela influência da imigração alemã.
Nossa primeira parada foi em Nova Petrópolis, no Parque Pedras do Silêncio. O parque apresenta, por meio de esculturas, parte da história da imigração alemã na região. Durante o passeio, conhecemos representações das famílias, dos costumes e das profissões exercidas pelos imigrantes que ajudaram a construir aquelas cidades.





O lugar é muito bonito, organizado e bem cuidado. Entretanto, como havia garoado e estávamos em pleno inverno, encontramos bastante barro durante o percurso. O frio também estava intenso, por isso fizemos um passeio mais rápido, permanecendo aproximadamente uma hora no parque.
A Júlia gostou especialmente dos coelhinhos que havia no local. Enquanto caminhávamos entre as esculturas e conhecíamos um pouco mais da história da região, ela não perdia a oportunidade de observar os animais.
Na hora do almoço, paramos em um restaurante próximo ao parque. Era uma construção simples, muito acolhedora, com madeira e estilo colonial. Foi nossa primeira refeição no Rio Grande do Sul e uma ótima maneira de começar a experimentar a culinária da região.
Depois do almoço, continuamos pela estrada e fizemos mais uma parada em Nova Petrópolis, no Mirante das Pedras. O local possui um deck de onde é possível observar o rio e todo o vale ao redor.
A vista era muito bonita, embora o frio e o vento não nos permitissem permanecer ali por muito tempo. Ainda assim, aproveitamos para contemplar a paisagem e registrar algumas fotos antes de seguirmos para Gramado.




Ao chegarmos à cidade, já encontramos bastante trânsito na rua principal. Como estávamos cansados da viagem, fomos diretamente para o Hotel Bonavita.
No momento da reserva, eu havia informado que estávamos comemorando os 15 anos da Júlia e também nosso aniversário de casamento. O hotel nos recebeu muito bem e nos colocou em um quarto confortável, próximo à área do café da manhã e muito bem localizado dentro do empreendimento.
Depois de nos acomodarmos e descansarmos um pouco, saímos para conhecer Gramado à noite.
Nossa primeira experiência gastronômica na cidade foi na Pizzaria Bosko. O restaurante possui um ambiente inspirado nas tradicionais cantinas italianas, além de uma apresentação muito bonita. Experimentamos as pizzas, o vinho italiano e também a cerveja artesanal.




Após o jantar, seguimos para o centro de Gramado.
A cidade estava coberta por uma neblina muito forte, criando um cenário que parecia ter saído de um filme. A temperatura chegou perto dos 2 graus, e fizemos questão de registrar o momento no famoso termômetro da cidade.
Caminhamos pela região da Igreja São Pedro, tiramos diversas fotos e observamos a iluminação das ruas. Também visitamos a Rua Torta durante a noite e passamos por algumas das tradicionais lojas de chocolate de Gramado.
Foi um primeiro dia bastante completo. Voltamos para o hotel cansados, mas felizes por tudo o que já havíamos conhecido.
Dia 2 — A comemoração dos 15 anos da Júlia
Domingo, 5 de julho de 2026
O domingo começou de maneira muito especial. Era o aniversário de 15 anos da Julia, e eu e Arlete preparamos uma surpresa antes que ela acordasse.
Decoramos o quarto com balões metálicos formando o número 15, um balão de parabéns e fitilhos prateados. Depois, esperamos que ela acordasse para começarmos a comemoração.
Quando a Julia abriu os olhos e viu a decoração, tivemos um daqueles momentos simples, mas que ficam guardados para sempre. Demos os parabéns, trocamos abraços e entregamos seu presente: uma pulseira da Pandora, escolhida para marcar aquela data tão importante.
Depois da surpresa, descemos para tomar o café da manhã do hotel. O café era muito bom, com diversas opções, e serviu para nos preparar para o passeio daquele dia.
Seguimos de carro para o Mini Mundo.
Confesso que não tínhamos grandes expectativas. Imaginávamos que pudesse ser uma atração mais voltada para crianças pequenas. No entanto, fomos surpreendidos.
O parque reúne réplicas de construções e cidades em tamanho reduzido, com uma riqueza impressionante de detalhes. Há pequenas casas, castelos, estações, ferrovias, pessoas e cenas do cotidiano representadas nas maquetes.
Passamos aproximadamente duas horas no local, talvez um pouco mais. O tempo estava encoberto e bastante frio, mas em alguns momentos o sol apareceu, deixando o passeio ainda mais agradável.




O Mini Mundo acabou sendo uma das boas surpresas da viagem. É uma atração que pode ser aproveitada por pessoas de diferentes idades, principalmente por quem gosta de observar detalhes.
Depois do passeio, voltamos ao hotel, tomamos banho e nos preparamos para o jantar de aniversário da Julia.
Para comemorar seus 15 anos, escolhemos uma das experiências mais tradicionais de Gramado: uma sequência de fondue.
Fomos ao Château de Geneve, onde fomos muito bem atendidos. Experimentamos as diferentes etapas da sequência, com fondue de queijo, carnes, acompanhamentos e, para finalizar, o fondue doce.



Foi uma refeição longa, muito gostosa e perfeita para uma noite fria na Serra Gaúcha. Mais do que um jantar, foi a celebração de uma data que ficará para sempre na história da nossa família.
Dia 3 — Chuva, neblina e encontro com um amigo
Segunda-feira, 6 de julho de 2026
Na segunda-feira, a chuva praticamente não deu trégua.
Acordamos e percebemos que aquele seria um dia mais tranquilo. Aproveitamos parte do tempo no hotel e adaptamos o roteiro, sem a preocupação de cumprir uma grande sequência de atrações.
Saímos para almoçar e ainda tentamos caminhar um pouco pela região central. A garoa estava forte e a neblina tomava conta das ruas, deixando a visibilidade bastante reduzida.
Apesar de atrapalhar os passeios ao ar livre, aquele clima criava uma atmosfera interessante. As construções, as luzes e as ruas parcialmente escondidas pela névoa faziam Gramado parecer o cenário de um filme.
À noite, encontramos um amigo em uma pizzaria. O restaurante servia pizzas diferentes, elaboradas com a participação de um chef conhecido, e aceitava animais de estimação.
Nosso amigo levou seu cachorrinho, que também participou do encontro. Passamos bastante tempo conversando, comendo e colocando os assuntos em dia.



Depois de vários passeios nos primeiros dias, foi bom ter uma programação mais leve. Mesmo sem grandes atrações turísticas, o dia teve seu valor por nos permitir descansar e aproveitar a companhia de uma pessoa querida.
Dia 4 — Neve e esqui no Snowland
Terça-feira, 7 de julho de 2026
Na terça-feira, chegou o dia de conhecermos uma das atrações mais famosas de Gramado: o Snowland.
Tomamos café da manhã no hotel e saímos por volta das 11 horas. Na chegada, enfrentamos o processo de entrada e seguimos para a retirada das roupas e dos equipamentos apropriados para a área de neve.
A principal expectativa era da Julia, que faria sua experiência de esqui.
Ela começou com as orientações do instrutor, aprendendo os movimentos básicos, a posição correta e as formas de controlar a descida. A montanha de neve possuía diferentes níveis, permitindo que os visitantes avançassem gradualmente.
Depois das instruções e de um período de adaptação, a Julia conseguiu descer pelos níveis da pista. No total, ela permaneceu aproximadamente duas horas e meia esquiando.






Enquanto ela aproveitava a atividade, eu e Arlete tomamos um café, observamos o movimento e conhecemos outras partes do parque. Também aproveitamos uma atração com boias para deslizar na neve.
Quando a Júlia terminou de esquiar, fizemos uma refeição rápida dentro do parque e seguimos para as demais atrações. Caminhamos pelos espaços temáticos, tiramos muitas fotos e, no final, visitamos a Vila do Gelo.
O chão estava bastante escorregadio e acabei levando alguns tombos, mas nada que tirasse a diversão do passeio.




Depois de várias horas no Snowland, voltamos para o hotel, tomamos banho e descansamos antes de sair novamente.
À noite, fomos jantar em Canela, cidade localizada a poucos quilômetros de Gramado. Escolhemos um restaurante de cozinha contemporânea que possuía uma decoração muito interessante, com discos de vinil, telefones antigos e diversos objetos vintage.
A comida estava muito gostosa e o ambiente tornou a experiência ainda mais agradável.
Após o jantar, fomos conhecer a Catedral de Pedra de Canela durante a noite. A igreja estava toda iluminada e muito bonita. Aproveitamos para caminhar pela praça, observar a arquitetura e tirar várias fotos.






Depois, retornamos ao hotel para encerrar mais um dia intenso da viagem.
Dia 5 — A Cascata do Caracol e os Bondinhos Aéreos
Quarta-feira, 8 de julho de 2026
Na quarta-feira, acordamos, organizamos nossas coisas, tomamos café da manhã e seguimos para uma das paisagens naturais mais conhecidas da região: a Cascata do Caracol.
Começamos o passeio pelo Parque do Caracol. Seguimos o roteiro interno, passando pelos mirantes e pelas áreas de observação.
A grande atração é, naturalmente, a Cascata do Caracol. A queda-d’água cercada pela vegetação forma uma paisagem impressionante. Mesmo já tendo visto diversas fotografias do lugar, estar ali pessoalmente foi uma experiência completamente diferente.
Passamos pelo deck de vidro, construído em uma área bastante elevada e com uma vista privilegiada da cascata. Para quem tem medo de altura, os primeiros passos podem causar certa insegurança, mas a paisagem compensa.
Também fizemos uma atividade em um percurso suspenso, presos por equipamentos de segurança e caminhando por estruturas elevadas. Foi uma experiência diferente, com bastante adrenalina e uma bela visão do parque.






Em outro ponto, observamos uma atração em formato de pêndulo, semelhante a um bungee jump. Algumas pessoas se lançavam de uma grande altura, enquanto nós acompanhávamos tudo de uma distância mais segura.
Fizemos ainda a caminhada pelas áreas próximas da cascata, registramos muitas fotos e completamos os carimbos do álbum oferecido pelo parque.
Perto da hora do almoço, saímos do Parque do Caracol e fomos para o Parque dos Bondinhos Aéreos, que também oferece diferentes perspectivas da cascata e do vale.
Almoçamos em uma churrascaria no local e, depois, seguimos para as atrações. Andamos de bondinho, conhecemos os mirantes e aproveitamos atividades como a tirolesa e uma atração semelhante a uma montanha-russa.
De cada ponto, conseguíamos observar a natureza por um ângulo diferente. Tiramos muitas fotos e passamos uma boa parte do dia naquela região.





Como ainda estávamos em Canela, voltamos à Catedral de Pedra. Dessa vez, queríamos vê-la durante o dia. A experiência foi diferente da visita noturna, pois conseguimos observar melhor os detalhes da construção e da praça.
Aproveitamos também para experimentar o tradicional pão com linguiça, que havia acabado de sair do forno. Comemos ali mesmo, em uma praça, e estava muito gostoso, principalmente por estar quente em um dia frio.




Depois, retornamos ao hotel.
Naquela noite, preferimos fazer uma refeição próximo ao quarto, no restaurante do próprio hotel. A comida não foi uma das mais marcantes da viagem, mas foi suficiente para encerrarmos o dia de maneira tranquila.
Dia 6 — Lago Joaquina Bier, Lago Negro e o centro de Gramado
Quinta-feira, 9 de julho de 2026
Na quinta-feira, já começávamos a perceber que a viagem estava se aproximando do fim.
Escolhemos fazer um roteiro mais tranquilo por Gramado, começando pelo Lago Joaquina Bier. Caminhamos pela região, observamos a paisagem e aproveitamos o clima mais calmo daquele ponto da cidade.
Depois, seguimos para o Lago Negro.
O Lago Negro é maior e possui uma bela pista para caminhada ao seu redor. A vegetação, a água escura e o cenário inspirado nas paisagens europeias fazem dele um dos lugares mais agradáveis de Gramado.





Uma das vantagens é que é possível conhecer boa parte do espaço gratuitamente, caminhando com calma e aproveitando a paisagem.
Depois do passeio pelos lagos, voltamos para o centro de Gramado. Passamos novamente pela região da Igreja São Pedro, tiramos fotos no termômetro e visitamos a Fonte do Amor Eterno, localizada ao lado da igreja.
A fonte é conhecida pelos cadeados colocados por casais e famílias como símbolo de seus vínculos e sentimentos. Mesmo sendo uma atração bastante turística, é um espaço interessante e rende boas fotografias.




Passamos o restante do dia caminhando sem pressa, revendo alguns lugares e aproveitando a atmosfera da cidade.
No final da tarde, fomos presenteados com um pôr do sol maravilhoso. Foi um daqueles momentos que surgem sem planejamento e acabam se tornando uma das melhores lembranças da viagem.
Depois, voltamos ao hotel e fizemos nossa refeição por lá, encerrando um dia mais leve e contemplativo.
Dia 7 — Cerveja artesanal, chocolates e rock and roll
Sexta-feira, 10 de julho de 2026
A sexta-feira seria nosso último dia completo na Serra Gaúcha.
Acordamos com o tempo novamente fechado e bastante chuvoso. Tomamos café da manhã e aguardamos até perto da hora do almoço para sair.
Nosso destino foi Canela, onde visitamos a Cervejaria do Farol.






Como o nome sugere, o local possui um farol de onde é possível observar uma bela vista da região. Além disso, a cervejaria produz suas próprias bebidas e oferece pratos inspirados na culinária alemã.
Eu pedi o eisbein, o tradicional joelho de porco, acompanhado de purê. Também experimentamos uma porção com diferentes tipos de salsicha e, naturalmente, algumas das cervejas produzidas no local.
Uma característica bastante peculiar era o cheiro da fermentação e do processo de produção da cerveja, que podia ser percebido em algumas áreas da cervejaria. Isso ajudava a criar uma experiência ainda mais autêntica.
Depois do almoço, retornamos ao centro de Gramado para fazer as últimas compras da viagem.
Compramos lembranças para algumas pessoas, principalmente chocolates. Gramado possui diversas marcas e fábricas conhecidas, como Florybal, Prawer e Lugano. É difícil passar pela cidade sem levar pelo menos algumas caixas ou barras para casa.
Após as compras, voltamos ao hotel para descansar e nos arrumar. À noite, tínhamos uma reserva no Hard Rock Cafe Gramado.
A cidade estava bastante cheia e o frio continuava intenso, mas conseguimos estacionar relativamente perto do restaurante.
Dentro do Hard Rock, o ambiente estava muito agradável. Naquela noite, assistimos a um show cover de Michael Jackson e, depois, à apresentação de uma banda de rock clássico.





Durante o jantar, escolhemos pratos que já fazem parte das nossas experiências no Hard Rock. Entre as opções, pedimos uma salada com carne e um hambúrguer da casa.
Comemos, assistimos aos shows e aproveitamos nossa última noite em Gramado. Foi uma maneira animada de encerrar a programação da viagem.
Depois das apresentações, retornamos ao hotel para organizar as malas e descansar.
Dia 8 — A despedida da Serra Gaúcha
Sábado, 11 de julho de 2026
No sábado, chegou o momento de voltar para casa.
Acordamos, tomamos nosso último café da manhã no hotel e terminamos de arrumar as malas. Depois do check-out, colocamos tudo no carro e iniciamos o trajeto de volta para Porto Alegre.
Passamos por outras cidades durante o caminho, mas, dessa vez, não fizemos paradas. Preferimos seguir diretamente para o aeroporto, garantindo que chegaríamos com antecedência suficiente para devolver o carro e realizar todos os procedimentos do voo.
Depois de despacharmos as malas, fomos para um lounge do aeroporto, onde comemos alguma coisa e aguardamos o horário do embarque com mais tranquilidade.
Em seguida, embarcamos de volta para São Paulo.
A viagem havia terminado, mas levávamos conosco muito mais do que malas, chocolates e fotografias. Voltamos com lembranças dos momentos vividos em família, dos 15 anos da Julia, das paisagens da Serra Gaúcha e de todos os pequenos acontecimentos que transformaram aqueles dias em uma história especial.

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